
Entre pedras antigas, estradas vazias e um amor que nunca encontrou repouso.
O céu daquela tarde queimava lento sobre a Chapada dos Guimarães.
O vento vinha cortando as pedras vermelhas, levantando poeira, memórias… e o perfume distante de alguém que talvez nunca tivesse ido embora de verdade.
Eu seguia sozinho pela estrada.
Motor cansado.
Alma também.
Mas existem lugares onde o coração desacelera para escutar coisas que o mundo moderno desaprendeu faz tempo.
E naquela imensidão avermelhada, cercado por silêncio, abismos e nuvens dançando devagar, pensei nela outra vez.
Na musa dos meus caminhos tortos.
Na mulher que mora escondida entre minhas linhas, meus livros e minhas noites de blues.
📚 UNIVERSO WDWILSON
Enquanto esta história percorre os ventos da Chapada, convidamos você a atravessar a coluna da direita e mergulhar nos vídeos das nossas obras.
Memórias escritas no asfalto…
sentimentos transformados em livros…
histórias que continuam viajando pelo tempo.
Sandra.
Talvez ela nunca saiba…
mas cada curva da Chapada carrega um pouco do que senti quando nossos olhares se perderam pela primeira vez no tempo.
As pedras falavam baixinho naquela tarde.
E eu juro… parecia que a própria natureza conhecia o nome dela.
O vento soprava rimado.
Como um velho cordel esquecido nas mãos do destino.
“Quem ama deixa pegadas
Mesmo quando vai embora
Há saudades que anoitecem
E nunca encontram aurora.”
Parei o carro próximo de um mirante vazio.
Lá embaixo o mundo parecia pequeno demais para tanta lembrança.
Acendi um cigarro imaginário da alma… daqueles que só quem viveu certas estradas entende.
E fiquei olhando o horizonte.
Às vezes amar alguém é exatamente isso:
continuar conversando com a ausência como se ela ainda estivesse sentada no banco ao lado.
A Chapada tem dessas maldades bonitas.
Ela mistura:
vento com memória,
silêncio com desejo,
e distância com esperança.
Enquanto o sol morria devagar atrás das montanhas, percebi que algumas histórias não foram feitas para terminar.
Foram feitas apenas para permanecer.
Como marcas no asfalto.
Como músicas antigas tocando dentro do peito.
Como livros escritos para alguém que talvez nunca descubra que era a inspiração de todas as páginas.
E ali, perdido entre pedras vermelhas e pensamentos perigosos, compreendi uma coisa:
existem mulheres que passam pela vida…
e existem aquelas que transformam a própria estrada.
Sandra era dessas.
Daquelas que deixam o vento inquieto.
Daquelas que fazem até o silêncio escrever poesia.
E quando a noite finalmente caiu sobre a Chapada, levando embora o último resto dourado do céu, liguei o motor lentamente.
Mas uma parte de mim ficou ali.
Entre a poeira vermelha.
Entre as curvas da serra.
Entre memórias que nunca dormem.
Talvez seja por isso que continuo escrevendo.
Porque certas histórias não cabem no coração.
Precisam virar estrada.
Precisam virar livro.
Precisam virar eternidade
📚 OBRAS DO AUTOR
Histórias nascidas na poeira das estradas,
entre memórias, amores, silêncio e eternidade.
Entre curvas esquecidas pelo tempo e horizontes pintados de saudade, existem estradas que nunca terminam. Algumas levam a cidades distantes. Outras conduzem diretamente ao coração.
Este vídeo nasceu das memórias de quem viveu a estrada por muitos anos, mas também das lembranças de uma musa que transformou cada quilômetro em poesia.
Porque certas viagens acabam no mapa.
Outras permanecem para sempre na alma.
Há um Brasil que não aparece nos mapas turísticos.
Um Brasil feito de estradas de terra, horizontes infinitos, noites estreladas e histórias contadas ao pé do fogo.
Em Brasil Profundo, cada caminho guarda uma memória, cada paisagem esconde um segredo e cada página carrega a presença silenciosa de uma musa que transformou lembranças em poesia.
Um livro sobre viagens, sentimentos e lugares que permanecem vivos muito depois que a estrada termina.
O Brasil profundo não mora apenas nos mapas.
Ele vive nas estradas de terra que desaparecem no horizonte, nos silêncios que a cidade desaprendeu a ouvir e nas lembranças que o tempo insiste em guardar.
Há lugares onde o vento parece contar histórias antigas, onde cada curva revela um pedaço esquecido da alma brasileira.
Este vídeo é um convite para viajar sem pressa, olhar além do asfalto e redescobrir a beleza simples que ainda resiste longe dos holofotes.
Porque, às vezes, os caminhos mais distantes são exatamente aqueles que nos levam de volta para nós mesmos.
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